• Amanda Lima

Um texto sobre criptomoedas, piano e coragem

Em maio do ano de 2017, quando comecei a advogar (sim, tenho pouco tempo na advocacia), eu escrevi o meu 1º artigo sobre criptomoedas, que foi sobre sua natureza jurídica. Como eu fiz para publicar? Simples. Fui ao site do Jota e procurei informações de como submeter, pois ainda não possuía nenhum amigo que me estreitasse o canal de comunicação.


Então, enviei o e-mail. O portal me mandou as diretrizes e eu submeti o meu curioso tema. Pasmem, responderem no mesmo dia informando que iria ser publicado em três dias. Vibrei como quem passa no vestibular. Dalí em diante não parei mais de escrever. Escrevia um artigo atrás do outro. Eu pensava “o google precisa ranquear meu conteúdo, pois não tenho dinheiro para pagar esses patrocínios de site”.


Chego no ano de 2019 e é um enorme prazer quando alguém me procura por um desses artigos que escrevi lá nos anos de 2017 e 2018. A escrita sempre fora minha paixão. Lembro-me que quando eu tinha, aproximadamente, 11 anos e me perguntavam o que eu queria ser, dizia “escritora”. Claro que na minha cabeça de criança eu pensava numa escritora de best sellers de suspenses, mas acho que falar de criptomoedas e blockchain para advogados tem seu valor também.


Lembrei, agora, do meu amigo Cristiano Sobral, que fala sobre o prego que se destaca. Ele fala que esse prego precisa ser resiliente, pois vai levar mais marteladas, provavelmente. Recordei de uma crítica, que chegou até mim, comparando a minha palestra com a de outra querida professora. Não julgaram o conteúdo, mas a didática. Ao ler a crítica, fiquei feliz, pois pensei “ufa, se essa pessoa foi inteligente e ler um dos meus livros ou artigos vai conseguir entender o assunto”.


Parei. Olhei para mim mesma e pensei “eh, acho que me tornei uma escritora”.


Você deve estar se perguntando sobre o piano, onde que ele entra nesse texto. Então, em novembro de 2019, resolvi aprender a tocar o primeiro instrumento musical da minha vida: piano. Ahhh o piano. Esse é uma verdadeira terapia. Tenho reaprendido que é preciso coragem para começar algo novo, do zero, zerinho mesmo.


A coragem, inclusive, se você percebeu, andou comigo durante todo esse texto, durante todos esses anos. Lá em 2017, quando resolvi falar de criptomoedas, rotulavam-me de “piramideira” rsrs, hoje, xs amigxs me chamam de Rainha do Blockchain.


Gosto de dizer que a verdadeira coragem é esse impulso que te faz agir para o teu próprio benefício ao invés do prejuízo do seu semelhante. Ao contrário de criticar a profissional que se destaca na sua área, a coragem te faz mandar uma mensagem e chamar para um café e tentar um network. A coragem te leva para campos e mares que você jamais ousaria passar, mas, quando percebe, lá está.


Quanto ao piano, com um mês de aula, meu professor David registrou o dia que consegui finalizar, mesmo com erros, a Ode à Alegria, de Bethoven, e é com coragem que publico o referido vídeo, junto ao texto, para que você saiba que pode ser o que quiser, quantos quiser ser, numa mesma existência, sabendo ser resiliente, independente em qual ponto da tábua você prefira estar.




© 2018 por ADVOGANDO NA ESTRADA.

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