• Amanda Lima

Rastros e pegadas digitais para esquecidos descalços

Desde já quero avisar que, longe de mim, fazer desse texto um ativismo social ou qualquer coisa desse tipo. Este breve texto, escrito há alguns meses, sequer iria ser publicado, o faço agora apenas com a simples vontade de colaborar com os colegas de grupo que, ao final do texto, o nobre leitor, poderá conhecer melhor.


Escrevi essas laudas, em maio de 2019, para minha alma angustiada de reflexões sobre realidades contraditórias, mas que não deixou de admirar a criatividade do ser humano como mais nobre material intelectual nessa expansão de consciência.


No contexto de inovação, se fala e respira a próxima tecnologia que vai revolucionar o mercado. A realidade que estou inserida é assim. Deixamos e buscamos rastros digitais o tempo todo. Discute-se as reflexões jurídicas quando o Tesla (um carro elétrico) atropelou um robô, recentemente, e quando uma robô, na Arábia Saudita, ganhou cidadania. O que fazer quando seu nudes é vazado? E é aí que vem toda minha efusão de pensamentos. Contudo, para poder explicar já vou ter que aguçar o seu dedo julgador, pois terei que contextualizar com um projeto social que sou voluntária (e essas coisas não se conta, não eh mesmo?! rsrs). Mas, não me julgue por estar contando, se eu estou lá não é pela busca de nenhum brilho pessoal, mas na tentativa de iluminar algum caminho...o meu próprio caminho e buscar servir, de forma desinteressada.


Nesse projeto, que usa a criatividade humana para fazer do princípio dos vasos comunicantes um chuveiro ambulante, carregado por um carro, para que esquecidos descalços tenham dignidade de tomar banho, trocar de roupa, passar desodorante, fazer alguma refeição, você percebe a tecnologia trabalhando lá... silenciosamente, sem alvoroço.


Logo eu, que falo de Blockchain, parece até uma piada de Deus me levar lá para onde pessoas que sequer tem um chinelo para calçar, uma identidade física, e nós aqui falando de identidades únicas imutáveis para o cidadão brasileiro. Verdadeira utopia por hora!


Agora sim consegui compreender quando Schopenhauer falou que “Todo homem toma os limites de seu próprio campo de visão como os limites do mundo.”. E como o meu é limitado! A única alternativa, então, para sair dessa nossa limitação, que somos nós mesmos, é ir enxergar outros limites através do olhar de outras pessoas para, finalmente, sermos muitos em nossa própria limitação e, quem sabe, compreendermos a importância de superarmos a nossa própria vaidade e passarmos a ver, no outro, a possibilidade de acessar a nossa própria libertação existencial.


Portanto, e essa é a finalidade da publicação tardia desse texto, caso queira contribuir com o projeto, que se chama Chuveiro Solidário (@chuveirosolidario), você pode fazer qualquer doação numa das formas abaixo:

- Transferência Bancária

Banco do Brasil (Ag. 2874-6; Cc.: 115382-x; Leandro Luz Sanches; CPF: 011.803.424-37);

- Doe fácil pelo PagSeguro pelo link: https://linktr.ee/chuveirosolidario


Deixo, ainda, já tomando mais um pouco do seu tempo, um registro dos muitos momentos que tive lá, para que, quem sabe, você também possa querer fazer parte dos 14% da população brasileira que faz ou já fez algum tipo trabalho voluntário.




© 2018 por ADVOGANDO NA ESTRADA.

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