• Amanda Lima

A série UPLOAD e a ideia de imortalidade do cérebro



Hoje, vim escrever sobre a série “UPLOAD”Trailer legendado da série, produção original Amazon. Essa série, cuja ficção se passa em 2033, tem aspectos futuristas com aplicação de muitas ideias que já discutimos hoje sobre o avanço da tecnologia. Sem dar spoiler, ela traz a experiência da personagem principal, Nathan (interpretado por Robbie Amell), em um ambiente de “vida eterna” após a morte, chamado Lakeview, ambientado em realidade 3D. Lá, onde suas memórias são adicionadas a um avatar, a personagem pode viver nessa espécie de morada para mortos, interagindo com as pessoas que ainda estão vivas, através de chamadas online, igual as que fazemos atualmente.


A série contextualiza a trama na seara capitalista, onde quanto melhor esse ambiente digital, pós morte, mais caro é. Aspectos interessantes da série é perceber a evolução dos patrocínios, vez que esses “avatares” vão recebendo anúncios durante seu dia-a-dia para, ainda que após a morte, consumir produtos e serviços, mostrando, claramente que o marketing trabalha para atingir horizonte maior que só a vida.


Assim como nos hotéis, em Lakeview, os uploads têm direito ao café da manhã, mas precisam pagar por cada consumação. Ah, importante aspecto é que, a cada inovação tecnológica, os uploads, após atualização, recebem mais dados sobre sabores, textura, entre outras experiências que um ser humano vivo tem. É muito interessante acompanhar suas respostas às atualizações.


Incrível como a série traz, de forma visual, tantos debates que já circundam o mercado de inovação. Logo no início, quando o Nathan, ainda está vivo e andando em seu carro, sem nenhum motorista, a assistente virtual pergunta se ele quer dar prioridade a quem está dentro do veículo ou aos pedestres, trazendo reflexão sobre carros autônomos e como é essa relação com um carro que já não precisa mais do condutor humano.


UPLOAD, portanto, traz diversas possibilidades de discussões jurídicas para quem gosta de temas como responsabilidade civil, crimes digitais, ainda que repercutidos no mundo físico, futurismo, meios de pagamentos digitais, sucessão. Quem não é da área jurídica, mas adora uma ficção com abordagens sobre discussões tecnológicas atuais, acredito que vai gostar da série, vez que é um prato cheio para olhar tudo que está por vim.


A parte negativa da série, em minha opinião, é que, ás vezes, os diálogos se tornam um pouco monótonos, mas para quem gosta de romance não vai se importar de ver Nathan e sua guia, Nora, interpretada pela atriz Andy Allo, que trabalha no atendimento ao cliente de Lakeview, se paquerando enquanto tentam entender como um carro autônimo pode se envolver em acidente. Bom, espero que curtam.


Abraço.

Amanda Lima.



© 2018 por ADVOGANDO NA ESTRADA.

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